27 de janeiro de 2014

Blá blá bla #2 - O que é ser Normal?

Fonte: Wehearit
Ninguém nunca está satisfeito com nada. Não importa o quanto você se esforce para se encontrar em um grupo, se você tem algo que te destoa, dificilmente será aceito. A internet está cheia de exemplos disso... A clássica gordinha que se esconde, fica por lá mesmo. A gordinha que se mostra e diz “Sou gostosa” só recebe um: “Não, você é gorda”. A magra vira a anoréxica, e assim por diante.

O que é normal para mim, é algo absurdo para você e vice-versa. Meu cabelo cor-de-rosa vai chocar a tia velha, mas vai parecer coisa de “poserquerendoaparecer” para aquele cara tatuado e cheio de piercings. Meu jeito tímido vai afastar possíveis amigos e atrair aqueles que querem um alvo fácil para falar bobagens. Não tente ser normal, pois isso é relativo.

Você sabia que na Etiópia e no Sudão, aqueles discos postos nos lábios perfurados das mulheres são um reflexo de beleza? Lá, a retirada dos dentes de trás também é fascinante. Em Papua-Nova Guiné, usar um osso retirado da perna de um porco que você, leitor gatinho que fica na internet o dia todo, caçou agrega muito valor, tá? E finalmente, os cabelos... Ah! Os cabelos... Na Namíbia, as mulheres passam manteiga misturada com pastas naturais no cabelo, dando um tom avermelhado e formando algo que parecem dreads.

O que? Estranhou? Isso é ser normal para eles. Mais que isso: isso é BONITO. Qual o sentido então de julgar alguém pela sua aparência? Pelo que usa? Pelo que faz com o próprio corpo, se você nunca –NUNCA- satisfará todos?

Satisfaça a si mesmo, tenha seu diferencial! Escute só quem paga suas contas... É você mesmo? Então, meu amor, se jogue! Se você sempre sonhou em ter um moicano azul metálico... A tinta não é cara! Se pensa que a tatuagem de unicórnio vai ferir sua masculinidade... Bom, eu mesma irei te zoar, mas se você gosta, é isso o que importa!

Acho que é essa última frase que define tudo... Se você gosta, é isso que importa. Não há sentido em só pensar nos outros... Haja segundo seus instintos, seja impulsivo(a). (MAS PERA, PERA. Se você quer entrar para as forças armadas ou trabalhar com algo que qualquer mudança radical seja repulsiva... Bom, melhor esquecer o que você acabou de ler. Eca, odeio ter que dizer isso.)

Esteja dentro dos seus limites e, neles, faça o que bem entender. Se importando o tempo todo com o que os outros vão pensar, você será para sempre a mesma pessoa, sem surpreender a si mesmo. Mudar faz bem, seja algo pequeno ou grande, mudanças são boas para a mente, para o coração. Para você saber qual o seu caminho e seu destino no mundo. Mudanças são necessárias, não seja normal, seja só você.

22 de janeiro de 2014

Resenha - Príncipe Mecânico

Não, eu não morri! Apenas tirei férias... Sem avisar... Er. Mas estou voltando, de verdade dessa vez, rs.

Um vício sem tamanho! É a frase perfeita para se definir a série Peças Infernais... Depois de ler a “primeira trilogia” de Os Instrumentos Mortais e o primeiro da “segunda trilogia” (Cidade dos Anjos Caídos), meio que fiquei frustrada com Cassandra Clare, sem ver necessidade nessa continuação, mas decidi dar uma chance a Anjo Mecânico e me apaixonei. Infelizmente, demorei bastante a ler sua continuação, o Príncipe Mecânico, e me arrependi muito por ter feito isso. Agora, quero Princesa Mecânica em minhas mãos PRA ONTEM!

Atenção, se você não leu o primeiro livro, aviso logo que a resenha contém spoilers de Anjo Mecânico e, se quiser seguir, é por sua conta e risco.

Após descobrir a traição do irmão e se magoar com o jeito de Will, Tessa continua tentando se encontrar neste mundo que acabou de descobrir. Ainda no Instituto, Tessa e os Caçadores das Sombras seguem juntando pistas para tentar desvendar tudo que podem sobre o Magistrado (Mortmain). Porém, agora eles têm mais um desafio... Com a morte de dois funcionários e a invasão do Instituto, a Clave não está nada feliz com a direção de Charlotte, e Benedict Lightwood fará de tudo para tirar o comando das suas mãos.

Para evitar isso, eles também terão que apresentar provas de que estão conseguindo investigar o Magistrado e mostrar que Charlotte não levará o Instituto ao fracasso. Mas enquanto isso parece que Will se torna cada vez mais esquivo e grosseiro com todos, o que deixaria muitos leitores com raiva... Poréeeeeeeem, conhecemos mais do passado esse misterioso personagem, algo que nos deixa com o coração na mão, querendo cuidar dele *-* (Ok, nós, apaixonadxs pelo Will <3).

Parece que Cassandra resolveu escrever esse livro para destruir nossos corações aos poucos. Além de toda aventura e dos muitos mistérios desvendados e iniciados, o lado emocional de muitos personagens foi exposto. Conhecemos mais também sobre Jem e sua doença e sobre o que precisa para seguir vivo. Também nos é contado mais sobre Charlotte, sua família e como ela e Henry se conheceram e ficaram juntos. É simplesmente genial e apaixonante. Não sei como não me apaixonei antes por essa série.

Todos os personagens mostram seu valor neste livro, ninguém passa despercebido. Jessamine mostra que tem mais segredos do que pensamos, Magnus tem uma importância sem tamanho e me deixou certa de que ele é um dos melhores personagens escritos pela Cassandra. Sophie, obrigada a treinar para se defender com filhos de Benedict Lightwood, junto com Tessa, se mostra forte, sincera e uma grande amiga para a personagem principal.

Enquanto todos querem fugir do Magistrado, percebemos que uma hora ou outra terão de ir de encontro a ele para conseguir as respostas que precisam. O Príncipe Mecânico é um livro que mexe com a nossa cabeça, nossos sentimentos e nos deixa a flor-da-pele, ansiosos pelo próximo volume, com raiva, tristeza e um pouco de todos os sentimentos possíveis.

Recomendo muito J Não que você fosse conseguir parar de ler a série em o Anjo Mecânico... rs.


Beijos

15 de dezembro de 2013

Resenha - Inferno

Não, eu sei que não tem desculpas, hahaha. Então vamos logo a resenha do f*ckin livro do Dan Brown <3

 “Ó, vós que entrais, abandonai toda a esperança...”                                                                                                                  - Dante Alighieri  

Eu poderia terminar essa resenha aqui e só te dizer pra ler Inferno porque você não vai se arrepender, acredite em mim. Como primeiro motivo eu digo que o autor é o incrível Dan Brown, que com certeza você já conhece, já que ele também é autor de outros livros maravilhosos como O Código da Vinci, Anjos e Demônios, Símbolo Perdido, etc etc etc... Tá. Mas Fernanda, nem todo autor tem todos os livros bons! Sim, eu sei, mas Inferno não é um desses e é um livro que você DEVE ler! Eu sei que assustei uma ou outra pessoa no ônibus com um livro com ‘INFERNO’ escrito bem grande na capa (Uma mulher fez o sinal da cruz do meu lado, acredita? --“), mas cada uma dessas pessoas valeu a pena, porque enquanto eles ficaram me julgando, eu estava me embrenhando, me afogando, ganhando muito muito muito conhecimento de arte italiana, principalmente da obra de arte que é A Divina Comédia, que inspirou tantos outros artistas depois de Dante.

Sobre o livro então, né. Mais uma vez acompanhamos Robert Langdon em uma aventura. Para quem nunca leu, Langdon é um professor universitário e especialista em símbolos e, por causa disso, geralmente ele é chamado para resolver diversos problemas que os levam a problemas maiores ainda. Em Inferno, Robert acorda sem memória em um hospital e com uma charmosa médica ao seu lado, mas logo as coisas começam a dar errado para ele, quando uma mulher invade o hospital, mata o outro médico que estava junto e tenta atirar nele, que é salvo pela charmosa médica, Sienna.

Do outro lado da história, somos apresentados a uma espécie de “empresa invisível”, que pode ser contratada por milionários e outras grandes empresas, tudo por baixo dos panos, para que eles os ajudem com diversos fins... E então conhecemos um cientista com ideias “inovadoras” sobre o mundo. Essa parte é real: Nossa população está se multiplicando cada dia mais e, como aprendemos em biologia, quando uma espécie se multiplica sem parar, acaba causando sua própria extinção. É amigos, nós, humanos, estamos indo para um caminho sem volta. Este cientista, pensando nisso, desenvolveu uma solução para este “pequeno problema”, e essa solução eu não posso falar porque acho que seria spoiler, rs.

Então nos envolvemos em uma história com narrativa ágil, cheia de conhecimento, muito descritiva e nada cansativa (acredite, eu odeio narrativas descritivas!). Este cientista, um estudioso e obcecado por Dante, deixa pistas ligadas pela Itália que levam Langdon e Sienna a uma grande aventura, em busca da tal “solução” que ele deu para a superlotação do mundo, e pela busca da sua memória de volta. E tudo acontece em apenas um dia!

O fato de Robert estar sem memória é extremamente importante para o livro e, conforme a história vai passando, situações até mesmo bem engraças acontecem por conta dessa amnésia. Porém, é claro que tudo se torna ainda mais complicado por isso, já que Langdon, pelo que o próprio vai percebendo, já havia passado por diversas coisas que está fazendo de novo para desvendar o mistério.

Quando falo de Dan Brown, é complicado descrever uma história, pois é tudo muito interligado... Mas posso garantir que todos os pontos se fecham no fim, sem pontas soltas para deixar dúvidas sobre algo. Reviravoltas das mais absurdas, que te fazem voltar páginas e ver que tudo fazia sentido, e só você não percebeu... Dan Brown é um gênio!
Se ainda não conhece o autor, recomendo totalmente a leitura. Principalmente se, como eu, tiver uma paixãozinha pela Itália, hahahaha. Além da história maravilhosa, somos apresentados a grandes obras de arte... Mas eu já falei disso, né? =) Espero que vocês tenham gostado e que procurem Inferno para uma das próximas leituras ;)

Beijos

14 de novembro de 2013

Top 5 - Animações Favoritas

Olá pessoas!
Eu sou muito apaixonada por desenhos animados (Oi, Disney!), fui criada assistindo a todas as princesas possíveis e nem por isso sou uma submissa, blá blá blá, como dizem algumas feministas extremistas por aí (mas isso é assunto para oooutro blog!), então sempre tive muito amor pelas animações e, com o tempo, fui abrindo mais os olhos e vendo outras coisas que não PRINCESAS, rs. E aqui estão as animações que eu assisto até hoje (e algumas que conheci há não muito tempo) que eu mais gosto!

1. A Bela e a Fera
Gente, amor demais esse desenho! Sempre odiei o Gaston por derrubar o livro da Bela naquela cena do início, nossa... Como um típico desenho da Disney, cheio de músicas fofas, personagens carismáticos e uma história lindinha que te faz sonhar um pouco. Quem não queria ter uma caneca como o Zip? (obs: eu tive, mas perdi em uma mudança #mimimi).


2. Meu Malvado Favorito
Esse eu não posso dizer que fez parte da minha infância mas, mesmo já velha, me apaixonei pelo desenho *-* demorei demais a assistir e agora, se possível, eu vejo o tempo todo! Gente, MINIONS são amor demais <3 Como não ser viciada neles, nas "bananas", "bundas" e "torpedos"? *---* aoeiuaeoiaueoiaeuoiaue.


3. Mulan
Tá nesse desenho a grande prova de que nem toda princesa é indefesa! Ok, a Mulan não é uma princesa, mas ainda é uma mocinha do desenho e mostrou que é muito mais forte do que muito marmanjo por aí! Sempre achei essa animação o máximo, e para mim as músicas dele são as mais perfeitas de toooodas! Mulan é um exemplo a ser seguido... Não que eu vá me disfarçar de homem e ir para uma guerra, mas você entendeu, certo? ;)


4. Enrolados
Esse eu esperei... Esperei... Espereeeeeei para sair por muito tempo e, quando finalmente saiu, perdi o interesse de ver! Eu lembro que trabalhava no cinema na época e não me interessei em dar nem uma espiadinha çç. Nunca me arrependi tanto de alguma coisa! Acabei assistindo uma dessas peças para criança no shopping, baseada na história do desenho e tive que assistir logo depois... Para variar: Me apaixonei! O desenho, já com toda a tecnologia de hoje, é ainda mais bonito que os outros. A Rapunzel é DEMAIS e o seu "príncipe", que fofo <3.



5. Aladdin
"A noite da Aráaaaaaabiaaaa, e o dia tambéeeeeem... "(8) Essa é a primeira coisa que vem na minha cabeça quando penso em Aladdin, hahaha. O início da animação sempre me deu arrepios (confesso que, até hoje, ver aquele andarilho sendo soterrado pela areia me causa falta de ar.). Pra mim, Jasmin também é outro exemplo de princesa, já que foi contra tudo que todos diziam que era bom e melhor para ela e seguiu o seu próprio sonho. Mais um desenho com músicas lindas :}



Aaaah... Não quero parar! Por mim continuava essa lista por mais uns 15 desenhos, mas top 5 é top 5 né... Agora me diz você, qual a sua animação favorita? :)

Beijo!

9 de novembro de 2013

Resenha - Os Adoráveis

Olá, coisas lindas <3

A leitura de adoráveis foi bem cheia de extremos para mim. No início, eu achei a ideia do livro bem legal, a sinopse me atraiu e me parecia mais um romancezinho bobo e engraçado, com personagens simpáticos para ler e me distrair. Porém, o livro que chegou na minha casa tinha 381 páginas e, além de tudo, era pesado! Eu não esperava isso de cara, mas comecei a leitura ainda assim empolgada!

Daí tudo foi pelos ares. Jeane é uma blogueira suuuuuper conceituada na internet, ganha muito dinheiro com isso e tem apenas 17 anos. Já mora sozinha em Londres, enquanto os pais e a irmã mais velha moram em outros países. Seu blog, o Adorkable, dita a moda dos “Dorks”, que meios que são o que vemos hoje como geeks e nerds, só que Jeane se veste de uma forma bem bizarra, coisa tipo meia calça laranja, casaco roxo de gatinhos e, sei lá... Saia pregada verde florescente! Além do cabelo que muda constantemente de cor. E, COMPLETAMENTE irritante, grossa e estúpida. Se acha superior e não fala com ninguém do seu colégio além de Barney, seu namorado bobão e sem sal.

Enquanto isso, do outro lado da história, temos Michael Lee, um garoto meio oriental, fofo, e daqueles que a gente odeia porque sabe fazer de TUDO. Inteligente, esportivo, bonito, engraçado, popular e se veste bem. Tá né. O garoto é realmente perfeito, além de namorar também com a senhorita perfeição: Scarlet.

A história se inicia com Michael desconfiando que Scarlet e Barney estão tendo um caso e –isso não é spoiler!- eles estão mesmo. Bom, tecnicamente eles não se beijaram, mas os dois se gostam e com isso os respectivos namoros acabam. Então, como você deve imaginar, Jeane e Michael acabam se aproximando aos poucos e eu não vou falar como, porque é um pouco divertido de se ler, rs.

O livro tem uma mensagem bem interessante sobre como nós somos levados pelo que os outros pensam, seja considerando isso ou não. É curioso ver como a Jeane quer sempre estar destacada de todo mundo, ser diferente e não dá a mínima para a moda dos outros, ela acredita que seus 2398479 de seguidores estarão lá por ela e que estes são os verdadeiros amigos. Mas aí é que está algo que foi forte pra mim no livro, acabamos todos sendo meio solitários com essa questão online. Os amigos deixam de estar fisicamente próximos para matar a saudade pelo Facebook, Twitter, Whatsapp... É meio triste se pararmos pra pensar nisso. E, quando percebi esse olhar, foi que comecei a gostar da Jeane.

Assim como o Michael. O lado dele não teve muitos ensinamentos pra mim, apenas de que devemos estar mais abertos as diferenças e sabermos quem somos, sem querer estar e ser tudo ao mesmo tempo! É uma narrativa bem divertida e dinâmica, isso eu posso garantir, ri um bocado da metade do livro pro fim e realmente tinha vontade de ler mais e mais quando meus pontos de ônibus chegavam. #mimimi

Adorei os tons da capa, mas detestei o fato de terem rostos dos personagens ali, me impedindo de imaginar qualquer coisa! Fiquei exatamente com a cara dos modelos na cabeça durante toda a leitura. Isso seeeeempre me chateia! Então, assim, eu recomendo sim o livro, pois é divertido e te passa uma lição sobre o mundo atual em que vivemos, mas ao mesmo tempo ele demora a nos envolver e acaba frustrando um pouco.

Beijos

27 de outubro de 2013

Resenha - Bruxos e Bruxas

Era um sonho pra mim ler James Patterson, sério mesmo. Eu via que ele sempre escrevia livros incríveis de suspense, mas como essa nunca foi a minha praia, acabei nunca lendo. Bruxos e Bruxas foi meu primeiro contato com a escrita dele e não me decepcionei nem um pouco, porém, também não foi aquele choque de “omg, o que eu estava pensando?!”. Mas o que importa é que gostei, certo? rs.

Pra começar, minha expectativa era ENORME –talvez por isso a decepção de leve-, já que a Novo Conceito fez um dos melhores trabalhos de divulgação que eu já vi com o livro! Claro, após várias cartas chegando em casa, cartazes de procurados e a página da Novo Conceito “hackeada” deu pra sacar o que era. E isso me deixou ainda mais ansiosa pela leitura do livro e por ele chegar na minha casinha <3 Quando chegou, não demorei a ler! Apesar de ter gostado demais, não foi tudo que eu esperava no fim.

Bom, Bruxos e Bruxas é narrado por Wisty e Whit, dois irmãos, ela com 15 e ele com 17 anos, que tem sua vida virada de ponta cabeça, por conta de uma acusação de bruxaria! Os dois, que nunca tinham ouvido falar de nada disso, são presos em casa e seus pais são levados também –sabe-se lá Deus para onde-, deixando-os sozinhos em uma prisão.

Claro que acabamos descobrindo que os dois são sim bruxos e que podem fazer coisas inimagináveis. Wisty é quem tem mais destaque nesse início da história, se mostrando extremamente poderosa, mesmo que um pouco descontrolada. Whit, o irmão mais velho, não tem tanto foco assim, mas de qualquer forma também se mostra poderoso e uma graça. Rá.

Agora, nem tudo foram flores no livro. Os capítulos curtos demais - alguns com apenas uma (ou meia) página – era algo que me incomodava um pouco. Apesar de gostar de capítulos curtos, para não ter que parar a leitura de repente no meio de uma ação, esses eram curtos DEMAIS e atrapalhavam um pouco, já que vários eram desnecessários. Aos 15 anos, achei Wisty infantil, falando coisas demais e que podiam acabar trazendo problemas para eles!

Conhecemos vários personagens durante a história, mas nenhum deles foi explorado muito a fundo, e isso colaborou para a frustração toda, ainda mais com a expectativa que eu tinha com o nome JAMES PATTERSON. Bom, eu tenho algumas teorias sobre isso, mas não vou falar delas aqui, hahaha. O que importa é que acho que é tudo culpa da tal Gabrielle, que escreveu em conjunto com ele o livro, e deixou tudo meio bizarro.

A vontade de ler o ‘Dom’ não foi despertada e agora, que ele já foi lançado, não pensei nem em comprá-lo ou pedir para resenha, já que sei que não lerei tão cedo, afinal, não estou realmente curiosa. Para mim foi realmente uma frustração, mas vi algumas falando muito bem, então, quem sabe você não curte?


Beijos

15 de outubro de 2013

Blábláblá - Aqueles que escrevem fácil

Eu faço jornalismo e sou apaixonada pela profissão. Sim, eu sei que em breve eu terei que dar adeus aos feriados, aniversários, finais de semana e -ó Deus- passar o Natal dentro de uma redação, esperando alguma coisa importante acontecer. Então, é o seguinte. Eu queria mostrar um pouquinho esse lado e apresentar um pouco do que eu faço. A Blábláblá será uma coluna para postar aquilo que eu gosto de fazer: Escrever. Eu já tinha postado dois textos aqui antes, mas agora é oficial, agora é uma coluna! ~Fogos de artifício colorindo a página~
Então, lá vai! Espero que tenha paciência para ler tudo!


Você está lá, naquele ônibus apertado, às 17h30, e vê aquela pessoa que não para mais de escrever no celular. “Claro”, você vai pensar, “está no Facebook, maldita rede social, ou mandando mensagem de texto”. Mas não caro amigo, você pode estar de cara com a rara espécie daqueles que escrevem com facilidade.

Tem gente que começa a escrever e não para mais, a criatividade rola solta e o papel falta. Vai escrevendo pelo cantinho, vira a página, usa setinha e asterisco. É aquele tipo de gente que se inspira com qualquer coisa que vê na rua e, num guardanapo, no bloco de notas do celular ou até mesmo - Porque esse tipo de pecado Deus perdoa – na última página de um livro, sai rabiscando aquilo que para nós -ou pelo menos para mim- é algo incrível. Começa aquele texto engraçado, natural e leve que te tira risadas ou reflexões, daquelas bem profundas.

Você não encontra essa espécie em qualquer lugar, eles são difíceis de achar. Ou melhor, eles podem até estar por todo o lado, mas deixam para usar toda sua genialidade em casa, relaxando, sem a pressão dos olhares curiosos. Eles veem algo num jantar de família e isso já rende textos hilários, depois voltam para casa no trânsito - e que ótimo lugar para se inspirar! -, começam a fazer anotações, que logo se transformarão em algo lido por muitos e que será admirado.

Eduardo era um desses que escrevia como ninguém, ele ficava calado, só observando a movimentação das pessoas e criando tudo que falaria para complementar a crônica genial que ele escreveria logo, logo. Não era dos que se gabava do dom, era um dos típicos: mantinha um blog na internet, com diversas visualizações e sem revelar a sua identidade. Afinal, não queria ninguém "exigindo" temas para as suas próximas crônicas. Malditos fãs.
Até que ele conheceu Julia, uma aspirante a desenhista. Julia desenhava pessoas e paisagens com uma facilidade que faria inveja a muitos. E fez. Fez inveja a Eduardo. Seu dom de escrever sempre fora suficiente, mas nada como os traços de Julia! 

- Como você faz isso? - Ele perguntou um dia.
- Não sei... Só sai. - Julia, sempre tímida, respondeu, enquanto voltava a desenhar o rosto de Eduardo. - Agora fica quieto de novo, você fala tanto quanto escreve. -

Ele suspirou e fez que sim, voltando a observar enquanto ela desenhava. Então percebeu que era como ele, não importava o quanto os outros tentassem e pedissem, ela desenharia tudo o que queria bem, mas nada mandado. Julia e Eduardo. Eduardo e Julia. Cada um com seu dom, eram amigos e tentavam ao máximo passar um pouco do que podiam ao outro.

Anos se passaram, como era de se esperar, Julia e Eduardo se transformaram em Ju e Edu, um pertencendo ao outro. De mãos dadas, Eduardo pegou a mão de Julia e desenhou um anel no seu dedo anelar.
- Casa comigo? - O escritor perguntou, enquanto olhava aquele anel tão mal feito no dedo da desenhista. Ela riu e nada disse. Roubou a caneta da mão dele e, com a mão trêmula como nunca tinha ficado, escreveu na palma do escritor: Sim.

Um sim tremido. Como sempre seriam suas escritas e os desenhos de Eduardo.