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15 de dezembro de 2013

Resenha - Inferno

Não, eu sei que não tem desculpas, hahaha. Então vamos logo a resenha do f*ckin livro do Dan Brown <3

 “Ó, vós que entrais, abandonai toda a esperança...”                                                                                                                  - Dante Alighieri  

Eu poderia terminar essa resenha aqui e só te dizer pra ler Inferno porque você não vai se arrepender, acredite em mim. Como primeiro motivo eu digo que o autor é o incrível Dan Brown, que com certeza você já conhece, já que ele também é autor de outros livros maravilhosos como O Código da Vinci, Anjos e Demônios, Símbolo Perdido, etc etc etc... Tá. Mas Fernanda, nem todo autor tem todos os livros bons! Sim, eu sei, mas Inferno não é um desses e é um livro que você DEVE ler! Eu sei que assustei uma ou outra pessoa no ônibus com um livro com ‘INFERNO’ escrito bem grande na capa (Uma mulher fez o sinal da cruz do meu lado, acredita? --“), mas cada uma dessas pessoas valeu a pena, porque enquanto eles ficaram me julgando, eu estava me embrenhando, me afogando, ganhando muito muito muito conhecimento de arte italiana, principalmente da obra de arte que é A Divina Comédia, que inspirou tantos outros artistas depois de Dante.

Sobre o livro então, né. Mais uma vez acompanhamos Robert Langdon em uma aventura. Para quem nunca leu, Langdon é um professor universitário e especialista em símbolos e, por causa disso, geralmente ele é chamado para resolver diversos problemas que os levam a problemas maiores ainda. Em Inferno, Robert acorda sem memória em um hospital e com uma charmosa médica ao seu lado, mas logo as coisas começam a dar errado para ele, quando uma mulher invade o hospital, mata o outro médico que estava junto e tenta atirar nele, que é salvo pela charmosa médica, Sienna.

Do outro lado da história, somos apresentados a uma espécie de “empresa invisível”, que pode ser contratada por milionários e outras grandes empresas, tudo por baixo dos panos, para que eles os ajudem com diversos fins... E então conhecemos um cientista com ideias “inovadoras” sobre o mundo. Essa parte é real: Nossa população está se multiplicando cada dia mais e, como aprendemos em biologia, quando uma espécie se multiplica sem parar, acaba causando sua própria extinção. É amigos, nós, humanos, estamos indo para um caminho sem volta. Este cientista, pensando nisso, desenvolveu uma solução para este “pequeno problema”, e essa solução eu não posso falar porque acho que seria spoiler, rs.

Então nos envolvemos em uma história com narrativa ágil, cheia de conhecimento, muito descritiva e nada cansativa (acredite, eu odeio narrativas descritivas!). Este cientista, um estudioso e obcecado por Dante, deixa pistas ligadas pela Itália que levam Langdon e Sienna a uma grande aventura, em busca da tal “solução” que ele deu para a superlotação do mundo, e pela busca da sua memória de volta. E tudo acontece em apenas um dia!

O fato de Robert estar sem memória é extremamente importante para o livro e, conforme a história vai passando, situações até mesmo bem engraças acontecem por conta dessa amnésia. Porém, é claro que tudo se torna ainda mais complicado por isso, já que Langdon, pelo que o próprio vai percebendo, já havia passado por diversas coisas que está fazendo de novo para desvendar o mistério.

Quando falo de Dan Brown, é complicado descrever uma história, pois é tudo muito interligado... Mas posso garantir que todos os pontos se fecham no fim, sem pontas soltas para deixar dúvidas sobre algo. Reviravoltas das mais absurdas, que te fazem voltar páginas e ver que tudo fazia sentido, e só você não percebeu... Dan Brown é um gênio!
Se ainda não conhece o autor, recomendo totalmente a leitura. Principalmente se, como eu, tiver uma paixãozinha pela Itália, hahahaha. Além da história maravilhosa, somos apresentados a grandes obras de arte... Mas eu já falei disso, né? =) Espero que vocês tenham gostado e que procurem Inferno para uma das próximas leituras ;)

Beijos

29 de setembro de 2013

Resenha - O Julgamento de Gabriel

O Inferno de Gabriel (você pode ler a resenha aqui) me deixou completamente encantada com a quantidade de cultura italiana contida nele. Pedi O Julgamento de Gabriel ansiosa por ter mais disso, em busca de mais conhecimento da cultura que eu tanto amo e, infelizmente, me decepcionei. Nesse quesito.

Gabriel e Julia estão juntos e felizes, finalmente, porém, junto com uma série de coincidências (e isso sempre me chateia), o Comitê Disciplinar da Universidade recebe uma denúncia sobre o relacionamento dos dois. Então, a maravilhosa pseudo lua-de-mel dos dois acaba por aqui.

O livro manteve seu tom sensual e doce nas falas. O relacionamento entre o casal protagonista ainda é muito intenso e dá pra ver o amor grande entre eles, maaaas, com essa denúncia, Gabriel se sacrifica e assume que ele é quem assediava Julia, enquanto os dois ainda eram professor e aluna.

Nesse livro conhecemos melhor Paulina e tudo que ela é capaz de fazer, além de outro lado de Gabriel. Um homem que se mostra bem mais amadurecido, com vontade de mudar e ser uma pessoa ainda melhor. A partir daqui é complicado falar de umas coisas, mas, para falar de um ponto crucial pra mim, preciso contar: Eles passam algum tempo separados e, neste meio tempo, ao contrário de Gabriel, Julia se mostra infantil, dependente e chata.

Não consegui engolir ela enquanto vivia suas tristezas (É aquela tal da maldição do segundo livro, certeza que vocês já conhecem, hahaha), ficava reclamando e xingando e sendo a mocinha chata, enquanto via tantos esforços de Gabriel para crescer.

Porém, o desfecho não deixou a desejar. Com um fim já ao estilo de Sylvain Reynard, fiquei apaixonada nas últimas páginas e desejando, sim, o último livro da série. Espero que seja lançado logo e, principalmente, que não me decepcione como O Julgamento de Gabriel fez. Vamos torcer.

Beijos