19 de julho de 2013

Resenha - A Sombra da Lua

As vezes eu tenho medo de escrever resenhas de alguns livros, pois o final as vezes me influencia demais, tanto pra gostar mais, ou menos, de alguma história. Esse foi o caso de A Sombra da Lua pra mim. Assumo que nunca li um suspense como esse, de assassinato, desses estilo James Patterson e Cia, e por isso, considerem minha resenha uma de uma pessoa “leiga no assunto”, falando totalmente pela própria opinião. Porque é isso mesmo.

Iniciei a leitura meio pressionada, ele estava aqui há muito tempo! Muito. Mesmo. Coisa de mais de ano. E veio de parceria ~Quão irresponsável eu consigo ser?~. Pois é, comecei a ler e me envolvi completamente na história, fascinada com a descoberta de um gênero nunca antes explorado por mim e que parecia que ganharia um lugarzinho especial no meu coração, até que tudo começou a ser meio confuso, e eu comecei a me achar burra ou sei lá.

Virgil Flowers é um detetive da Divisão de Homicídios e foi chamado para uma cidadezinha, para ajudar o xerife local a resolver um assassinato. Assim que ele chega, dá de cara com uma casa pegando fogo, daqueles incêndios gigantescos. Incêndio esse que já vimos antes, no primeiro capítulo do livro, narrado pelo “Lunar”, o grande assassino da história. Logo conhecemos o xerife Stryker, que é melhor amigo de infância de Virgil, e sua linda irmã Joan, por quem Virgil fica de quatro, rs.

Inúmeros outros personagens vão aparecendo na história, como Jéssica, Big Curly e Little Curly, o jornalista Williamson, etc etc etc. Judd era o dono da casa incendiada, e o assassinato que Virgil tinha ido resolver era o dos Gleason, os dois acabaram sendo ligados e as investigações começaram. É complicado falar de um livro de suspense, pois tudo é muito interligado! E talvez isso tenha me deixado meio confusa. E por me sentir tão confusa, me senti muito burra. O problema é que não sei se sou “mentalmente desprovida” mesmo, para ler suspenses, ou se foi a narrativa mesmo.

Tentei ler com o máximo de atenção possível adorei tudo, os personagens são todos ótimos, Virgil é encantador. O problema é que acho que tudo foi muito focado nele, não vi desenvolvimento demais nos outros, que pudesse me fazer ter suspeitas ou boas surpresas com o fim! Fim este que me deixou meio ‘bléh’, é bom? Sim, ok. Mas nada que tenha me feito ficar fascinada com a história ou com o gênero.


A história fascinou por si só e se terminássemos sem um assassino talvez eu tivesse ficado mais satisfeita com o que foi feito do que como acabou. Aí volto ao início: Será que o final influencia tanto assim? A história, sozinha, é muito boa! A busca pela resolução, os personagens, as pistas, como tudo funciona... Tudo maravilhoso, mas chegou ao final e só pensei no quão corrido foi tudo e em como outros personagens poderiam ter sido melhor explorados.

Beijos

4 de julho de 2013

Resenha - A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra

A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra foi uma experiência de leitura muito excitante. Há tempos eu não lia algo que me prendesse tanto e com elementos que estão tão presentes no meu dia-a-dia. Geralmente, amo um livro que me traga novidades, que me surpreenda com mitologias diferentes, com seres sobrenaturais, ou mesmo romances fofos, os quais eu não vou passar por. Mas, Mr. Penumbra me trouxe algo totalmente novo, com coisas com as quais eu convivo o tempo todo.

Os elementos são: Livros, bibliotecas, computadores, leitores digitais, Google, programação, busca por emprego e enfim, um certo fracasso por não chegar “lá”, seja lá onde “lá” for. Tudo isso conseguiu formar um dos livros mais legais que já li, sem dúvidas! Eu só conseguia dizer o tempo todo: “Como eu amo esse livro, como eu amo esse livro!” e é isso aí, rs. Então, vamos lá?

Clay é designer, estava começando a fazer um certo sucesso criando toda a imagem de uma lanchonete, quando tudo foi pelos ares, e ele teve que encontrar um novo emprego. Então é quando ele vai parar na Livraria 24 horas do Mr. Penumbra, e, por favor, que livraria funciona 24 horas? Que clientes iriam no meio da madrugada procurar um livro? Bom, você se surpreenderia. Haviam poucas regras: Clay não podia, em hipótese alguma, tocar nos livros do ‘Catálogo Pré-Histórico’ e tinha que anotar todos os detalhes possíveis de casa cliente que fosse lá pegar um livro. Clay pegou o horário da madrugada.

Clientes estranhos começaram a aparecer, devolvendo livros que ele não fazia idéia de que existiam e muito animados com o novo livro estranho que pegaria. Todos eles do tal do Catálogo Pré-Histórico. Então, para matar o tempo dentro da livraria sem tanto movimento, Clay começa um projeto de montar a livraria em 3D no computador e mostrando uma linha do tempo em que mostra a ordem em que os livros foram pegos por cliente “tal”. Pois então, é no meio deste projeto que Clay conhece Kat, uma garota-gênio, que trabalha no Google, e conserta alguns probleminhas da sua “Livraria 3D”. Daí que os mistérios começam a aparecer.

Clay descobre toda uma sociedade secreta por trás daquela livraria e algo que roda todo o mundo. O livro te promete algo, você fica encantado e quando lê, a coisa supera tudo que você poderia imaginar! É complicado contar o que acontece a partir de agora, porque tudo se torna spoiler, mas posso garantir que é surpreendente! O livro te prende e te deixa com vontade de ler uma página atrás da outra, sem parar, precisando descobrir o que vem a seguir!

Viagens, perseguições, Google, nerdices, mistérios, uma pitadinha de romance, nerdices, personagens engraçados, livros, mais nerdices! Como não amar A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra? É daqueles livros que você sabe quem tem que ler, quem irá gostar tanto quanto você e você não sossega até que a pessoa leia <3. Ah, como eu queria uma continuação, não que precise, ele fecha direitinho, nos deixando só com vontade de quero mais... Só que é tanto livro ruim ai com 354 livros de continuação, que me frustra ver livros maravilhosos sendo únicos, rs.

Então, se você curte nerdices, dar risadas, ficar apaixonado por um livro e se satisfazer com o final... A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra é pra você ;) 

22 de junho de 2013

Resenha - Belle

Olá pessoal! Antes de começarem a ler a resenha, quero avisar que ela não foi escrita por mim, e sim pela Sthefany, que é uma amiga minha e gosta tanto de ler quanto eu! Então, pode ser que eu apareça de vez enquanto com algumas resenhas dela aqui pra vocês, ok? :) Espero que curtam!                           


 

Oi pessoal! Meu nome é Sthefany, mas podem me chamar de Fany. Sou otome (fã de anime e cultura oriental). Escrevo músicas, canto, atuo e danço. Gosto de K-pop e Rock. Amo doces e ler é um vício pra mim. E meu sonho é ser uma cantora e uma atriz famosa. Espero que gostem da minha pessoa! ^-^

Belle é um livro da autora Lesley Pearse, lançado aqui no Brasil pela novo conceito, que conta história de uma linda garota de 15 anos, que mora na Inglaterra junto com sua mãe, Annie. Mas foi criada por Mog, empregada de onde ela vive, que por sinal é, acreditem ou não, um bordel. Porém, Belle não faz ideia do que acontece nos andares de cima ao cair da noite.

Um dia, ela conhece um garoto (mega fofo) chamado Jimmy e eles se tornam amigos. No dia seguinte, Belle resolve, junto com Mog, arrumar os quartos das meninas, e ela se encarrega do quarto de Millie. Porém, acaba adormecendo lá e, quando acorda, para sua surpresa, Millie está entrando no quarto com um homem. Belle, morrendo de medo e vergonha se esconde em baixo da cama e vê tudo o que acontece por lá (Não vou falar o que acontece porque é meio nojento) e esse homem acaba matando Millie. Assustada, ela corre do quarto pedindo ajuda a todos e o homem foge.

            No dia seguinte, ainda muito abalada, Belle conta tudo para Jimmy, mas acaba não voltando para casa, pois o homem que havia matado sua amiga Millie a captura e a vende para uma casa de prostituição, e assim ela vai passando de lugar em lugar para sobreviver até poder finalmente voltar pra casa.

 O livro é bom e relata bastante a realidade de meninas que são vendidas por pessoas sem coração que estão nesse ramo sujo. Acho que a autora deve ter pesquisado bastante sobre isso, porque ela retrata com clareza (até demais, admito que fiquei um pouco surpresa e intrigada) tudo o que acontece tanto na venda, quanto dentro dos quartos dos bordéis.

O que eu achei mais legal foi a riqueza de detalhes, e como cada coisa no livro parece ter sido bem pensada. A começar pela capa, que sendo a própria Belle, você visualiza aquela menina linda de cabelos negros olhos azuis e boca carnuda o decorrer todo da leitura. (Que é um feito e tanto para leitoras que, como eu, SEMPRE se imaginam dentro da história)
No livro também conta como Annie, mãe de Belle, conseguiu a casa onde ela é a “patroa”: Era de uma condessa que administrava a casa, e Annie era sua “empregada” (não quero dizer o nome técnico porque dá a maior peninha...) favorita. Mog tinha a função de sempre e ela ajudou a esconder que Annie estava grávida, se não a condessa poderia demiti-la. Quando a condessa morreu, deixou a casa para Annie, que continuou com o negócio do bordel.


Apesar do livro ser beeeeeeeeem grosso. Vale muito a pena o ler até o final. Eu adorei a história do inicio ao fim. Você consegue sentir todas as emoções e dramas que Belle passa e começa a refletir sobre as meninas que sofrem desse mal nos dias de hoje e sinceramente, eu passei a valorizar mais as “chatices” e preocupações da minha querida mãezinha. SUPER RECOMENDADO!

15 de junho de 2013

Tag - Alfabeto Literário

Ooooooolá pessoal! 
Nossa, sumi de novo, né?! Eu tenho percebido que realmente gosto muito daqui e mais ainda da falta de obrigação de postar a cada dois dias, ou pelo menos toda semana. Ler por vontade própria, sem ter que ficar focada em ler só o que é de parceria pra correr com resenha... Ler por ler, ler por amor aos livros e pelas histórias. Eu tenho sido feliz assim sabe? Era bom ter vários parceiros, vários livros que eu queria chegando de graça? Era, muito. Mas nada compra o gosto com o qual eu paro em frente a estante e posso me perguntar "O que eu leio agora?" sem ter o peso de vários livros de parceiros me olhando feio. Ainda os tenho, mas nada como antes. 
Bom, vamos a Tag?

Ela foi indicada pela Gabi, do Livro, filme e cia. As regras são as seguintes:

- Você deve escolher 5 letras do alfabeto (no máximo para o post não ficar muito grande), podendo ser aleatórias ou seguidas, e mandá-la para cada blog que você escolher, uma sequencia.
- O blog que receber a tag, deverá escolher 5 livros que comecem com as letras que foram indicadas.- Artigos não contam. Ex.: "O mundo acabou". O artigo "O" não conta como letra "O", ou seja, o que vale são as letras da palavra secundária, nesse caso, a letra "M".- O número de blogs e letras depende de cada um.- Na ausência de livros com TODAS AS LETRAS, o leitor poderá fazer sua própria listinha de 5 livros.- Para participar da tag, você deve ter sido tagueado ok?!

A Gabi me deu as letras A, F, I, M, P e eu escolhi livros só entre os que já li, achei que ia ser um desafio maior, hahahaha.


Para A, eu escolhi Amante Desperto, da série A Irmandade da Adaga Negra. É um livro que me conquistou demais, ele é imenso e mesmo assim daqueles que deixam a gente vidrado, sem conseguir tirar os olhos das páginas. Cada ação, cada descoberta e fala me deixava sem fala. 
Mas sabe como é essa série... A cada um que a gente lê, ele vira nosso favorito, hahaha. Como parei nesse -por enquanto- é meu livro favorito da série, e esse o meu guerreiro favorito também s3 Zsadist






Para a letra F, escolhi Feios, da série... Feios, rs. É o primeiro livro da série e não me deixou tão apaixonada quanto vejo a maior parte dos fãs da série por aí, mas depois da metade do livro, consegui me conectar com a história e aproveitá-la. 
Espero que os próximos melhorem! Apesar de não ter nem pensado em ler Perfeitos ainda, mas lerei... lerei, haha



Para I, eu escolhi O Inferno de Gabriel, que eu mal tenho palavras para descrever! Ele foi tudo que eu não esperava e muito mais! Eu amo tudo relacionado a Itália, e o livro me presenteou com muita cultura, textos, poemas e enfim, a língua que é a mais sexy de todos os teeeeempos! Ah, como eu amo a Itália s2. Além das cenas picantes de muito bom gosto, que não nos envergonham e são muito bem escritas ;)






Para letra M, escolhi A Música que mudou minha vida, que com certeza é um dos livros mais engraçados que já li! Eu não tenho ele físico, li pelo pc e amei *-* Cada página era uma gargalhada, com a história de Audrey sendo perseguida por todos, por causa da música que seu ex-namorado fez assim que eles terminaram! É um livro daqueles que eu recomendo para todo mundo, sem exceções *-* Além de ter uma capa linda e colorida, que é algo que eu amo demais. Chama atenção e não decepciona ;).





E, finalmente, a letra P. O livro escolhido foi Um Porto Seguro, do Nicholas Sparks, que eu achei um dos melhores livros dele. Apesar de não ser tão trágico quanto os outros, mas estar dentro da mesma fórmula, ele mexeu de um jeito diferente comigo e me deixou ainda mais encantada com as histórias escritas por ele. 
Não sei bem o que foi que teve esse diferencial, e talvez não tenha sido nada especial, mas com certeza foi um livro e tanto! Mas é claro, sendo Nicholas Sparks, só recomendo para os extremamente românticos, rs.


Eu não vou indicar ninguém, aehoaiehaoeihaeoihae. E como precisa ser indicado, pra poder ter as letras, caso você queira responder essa tag no seu blog, deixa um comentário, que eu comento no seu com as letras, ok?
Espero que tenham gostado! 
Beijos


28 de maio de 2013

Resenha - Meu amor, meu bem, meu querido

Existem duas coisas que podem acontecer quando você lê um livro sem se lembrar da sinopse. 1- Você se apaixona pela história, que descobre aos poucos, sem saber pelo que esperar. Ou 2- Você se frustra como que acontece e se arrepende de ter lido sem saber bem o que ia encarar pela frente. Eu ainda não decidi muito bem o que aconteceu comigo, pois queria muito mais aprofundar no romance, mas me vi imersa em um mundo de velhinhos nada fofos e muito divertidos, com uma garota querendo superar um amor, ou uma obsessão.

Meu amor, meu bem, meu querido, te passa de cara uma imagem de romance gracinha. Só lembrava que tinha um carinha mau na história e que a Garota Calada –Ruby- estava saindo com ele. Me identifiquei muito com a personagem principal no início, que não sabe ser quem ela verdadeiramente é na frente das pessoas e que acaba se tornando pessoas diferentes quando está com um ou outro. Ô tristeza. Não é falsidade, é não saber como agir e tentar se adaptar.

Pois bem, Ruby começa a sair com Travis –o garoto mau- e ele é daqueles viciados em adrenalina (só pode), ele começa a levá-la para pequenas aventuras por achar ela uma garota corajosa, afinal, ela age assim na frente dele. Os dois começam a sair juntos, até que em uma aventura um tanto exagerada de Travis, Ruby percebe que não é aquilo que ela quer. Sem saber como se livrar daquela paixão toda por pelo carinha mau, Ruby acaba contando para a mãe sobre ele, sem dar detalhes, e, para ajudá-la, a mãe começa a levá-la para o Clube do Livro que ela organiza: As Rainhas das Caçarolas <3. E é a volta delas que a história gira.

Durante a leitura de um livro, as outras integrantes descobrem que Lilian –uma das rainhas, que sofreu um derrame- é a personagem principal daquela história que estão lendo. Nunca haviam acreditado nela, mas, após o contato com o autor, a mãe de Ruby percebe a verdade, conta para elas, e todas decidem que devem ajudá-los a ficar juntos. O problema é que as filhas de Lilian colocaram-na em uma casa de repouso. Claro, teriam que sequestrá-la.

A partir daí a aventura só aumenta, um grupo de velhinhos, a mãe de Ruby, a própria Ruby e Chip Jr., seu irmão mais novo, entram em uma aventura incrível para fazer Lilian ter o seu final feliz. Mas essa história é muito mais do que apenas para ajudar Lilian, serve também para tentar fazer com que Ruby tente esquecer Travis, o que se mostra uma tarefa muito difícil. Ainda conhecemos também o pai de Ruby e Chip Jr., que foi o “cara mau” da vida da mãe de Ruby, e que a motiva ainda mais a querer esquecer Travis.

Queria um romance. Queria um mela-mela que me fizesse suspirar. Sim. Porém, amei a história de amor de Lilian e Charles, toda a aventura, e o espírito feliz e familiar que o livro te passa. O final é esperado e, conforme você continua a ler, percebe o que irá acontecer, porém, o ritmo de leitura não se perde em momento algum. Amei. É uma leitura mais do que recomendada para os que querem se surpreender (Agora não vão mais tanto, maaas... hahaha) e se aventurar.

Ah! E como conta a história de um clube de leitura, no fim ainda vem com um guia para clube, com questões a serem discutidas, e atividades: Coisas como criar seu próprio clube da leitura, descobrir uma história digna de livro dentro da sua família e coisas do gênero. Achei muito criativo!

Foi meu primeiro livro da autora, Deb Caletti, e não me arrependo! Recomendado ;)


13 de maio de 2013

Desventuras de uma Míope


Eu tinha uma visão perfeita. Daquelas que a avó pede para colocar a linha na agulha, e não me demorava nem 5 segundos, daquelas que a mãe falava “bemzadeus”, quando lia aquele cartaz longe, que ela nem entendia nada. Até que eu comecei a ler. Eu sabia que uma hora ia acontecer comigo, minha mãe sempre amou ler e meu pai também. Minha avó amava estudar línguas, e claro, eu não ia escapar do mesmo destino. Então me viciei na leitura e... Estou dando adeus a uma boa visão.

Eu lia com luz do celular, nas madrugadas antes de ir para escola, e sempre levava esporros. Depois, meu pai instalou uma luminária, que não ajudava muito, pois minha vista continuava sendo forçada, e cada dia mais, a visão que inicialmente só ficava cansada, foi ficando turva e sem cor. O problema era: Eu enxergava mal de longe, e quando chegava ao médico, ele dizia que a distância era normal, que eu não precisava de óculos... E lá estava eu, sem óculos, perdendo mil ônibus por causa do maldito oftalmologista. E não foi só um.

“Ah, esse grau é bem baixo, não é necessário óculos!”, eles diziam. Até essa semana, onde, não importa o que eles digam na próxima consulta, EU TENHO QUE USAR ÓCULOS. Passei direto por três pessoas que conheço. E não eram pessoas que eu vejo vez ou outra...

Lá estava eu, no ônibus, só reparando que aquele garoto descarado não parava de me encarar –e eu odeio que me encarem!-, amarrei a cara, me levantei para saltar e me assustei quando o “garoto descarado” segurou meu braço, pronta para dar um ataque, me virei e vi que, na verdade, era um dos meus melhores amigos no ensino médio, e que não tinha conseguido chegar até minha cadeira para falar comigo.

Naquele mesmo dia a noite, estava voltando pra casa quando vejo alguém correndo atrás de mim. Se eu senti medo? Só quase tive uma síncope mas... Era uma amiga que não via há muito tempo. –Fernanda! Tô acenando pra você e te chamando, me viu não? – Sinceramente? Não, não vi. Por quê? Porque estou ficando cega, só pode!

Dependendo dos outros, esperando que alguém pegue o mesmo ônibus que eu, para que eu não tenha que fazer sinal quando ele estiver muito perto. E, se o ponto estiver vazio, ter que fizer decifrando o “formato” das letra e ver se aquele lá é o meu mesmo. Ter que forçar a vista até não dar mais para ler uma placa. Ser enganada pelos malditos “a partir de tanto” nas placas das lojas, que sempre são pequenos demais para meus olhinhos míopes.

Eu acredito que vou conseguir um dia fazer meu exame e finalmente encontrar o oftalmologista que vai dizer “Sim, você precisa de óculos.” E eu vou poder parar de pegar os óculos dos outros para enxergar aquilo que está longe demais para mim e perfeitamente visível pelos outros.

Torçam por mim.


5 de abril de 2013

Resenha - Hades


Li Halo tem mais ou menos 2 anos, ganhei no natal do ano que fiz o blog e li logo depois. Meu encanto pela história, na época, era mágico... Lembro que estava encantada com os anjos bonzinhos, como Bethany, Ivy e Gabriel... Agora, cá estou, resenhando Hades, 2 anos depois, tendo mudado muito e, pelo visto, a autora também.

A história de Bethany e Xavier estava perfeita, tinham terminado de enviar Jake de volta ao inferno, banindo-o da terra. Só que o dia das bruxas estava chegando e as amigas humanas e idiotas da Beth, Molly e Cia. (nunca gostei dela!) resolveram fazer uma sessão espírita durante a festa de Halloween. Beth até tenta convencê-las de que não é algo bom, mas não adianta nada. Então, elas fazem a sessão e acabam libertando um espírito do mal.

Esse espírito era o de Jake, que, de uma forma muito louca e um tanto sexy, acaba levando Beth para Hades, ou o inferno, como preferir. A partir daí a história começa a melhorar cada vez mais! Até aí eu fechada o livro a cada poucas páginas, por tédio... Mas depois da fuga de Jake com a Beth, foi impossível parar! Jake é um dos príncipes de Hades, ele controla o terceiro círculo e para ele ter Beth como prisioneira seria um grande bônus.

Só que ele estava apaixonado por ela, de verdade. E Beth não queria saber disso, só de voltar para casa e reencontrar com Xavier, Molly, Ivy e Gabriel. Então ela conhece Tuck e Hanna, dois outros prisioneiros de Hades que foram designados para tomar conta e cuidar dela. Tuck mostra a Beth uma forma de ver seu mundo, então, por meio disso, conseguimos sair da cabeça da anjinha, para ver o mundo (ainda na visão dela) e o que acontece enquanto ela está fora.

A escrita da Alexandra mudou muito! Pelo menos, pelo que me lembro, a história não tinha me prendido tanto quando agora. Apesar do início monótono, vermos depois as buscas de Xavier com Ivy e Gabriel para tentar resgatar Beth, me fazia passar uma página seguida da outra sem nem ver. A história mostrou muito mais do mundo, ficou um pouco mais pesada, com exorcismos, histórias do inferno e de porque uns e outros foram parar lá. O céu também teve sua participação e foi encantadora, mesmo que rápida.

O livro terminou de forma arrebatadora, daquele jeito que nos PEDE o próximo, com urgência! Tanto que, no dia seguinte, fui comprar a continuação –Heaven- mas tava muito caro =( Então, permaneço na agonia da espera! Rs’ E na curiosidade também... Vou te contar.

Então, se você leu Halo e ficou desanimado, comece Hades! Mas comece e não pare, porque, apesar do início lento ele tem um ritmo incrível depois de algumas páginas ;) Recomendado demais! Além... É claro... De ter uma das capas mais lindas da minha estante, hahahahaha .