1 de outubro de 2014

Resenha - Se eu Ficar

Ultimamente tenho lido muitos livros que tenho expectativas. Se eu ficar foi um daqueles que eu estava enlouquecida pra ler, pois sabia que amaria desde a primeira página. Havia muita falação sobre ele e já tinha assistido ao trailer lá de fora, mesmo antes de saber que era um livro. Para a minha sorte, sim, eu o amei desde o início, mas também o odiei.

Se eu ficar nos apresenta Mia, uma garota quieta, com poucos amigos, que se apaixona pelo violoncelo ainda bem criança e que se considera meio que uma ovelha negra na sua família, já que todos são punks, e ela ama música clássica. Apesar das diferenças, sua família não podia ser mais feliz. Eles se divertem juntos, riem e fazem passeios. E é em um desses passeios que tudo muda. Em uma grave batida de carro, Mia perde seus pais na hora, seu irmãozinho (Teddy, seu lindo!) fica em estado grave e ela entra em coma.

Apesar do coma, Mia consegue ver tudo a sua volta, como um fantasma ou anjo, denomine como quiser. Ela está viva na cama, mas seu espírito está a sua volta, vendo seus familiares sofrerem, lidando com a morte dos pais e com diversas descobertas. Ao mesmo tempo em que vemos sua família, amigos e os amigos dos seus pais a sua volta, também acompanhamos flashbacks mostrando a importância dessas pessoas na vida dela, momentos importantes que compartilharam e que me tocaram como achei impossível de acontecer.

E Adam. Mia e Adam são completos opostos, ele ama rock, assim como sua família, mas se apaixonou por ela, a menina que toca violoncelo, que não se veste de preto e ouve música clássica. E ela também se apaixonou por ele, com seu jeito despojado, divertido e apaixonado. Os dois estavam juntos há mais de um ano quando o acidente acontece, e todo o amor dele é uma das coisas mais tocantes que já li.

Se eu ficar é um livro diferente, misturando os flashbacks com um presente sem interações com os outros personagens, e também é um livro apaixonante, que te deixa à flor da pele. Não chorei, digo, não deixei lágrimas escorrerem pelo meu rosto, mas minha visão ficava turva a cada capítulo passado. Acho que uma das partes que mais me emocionou foi a conversa de Kim com a Mia desacordada. Kim é a melhor amiga de Mia (as duas também tem uma história divertidíssima, mas vou deixar você ler para descobrir.), e a cena é linda e mostra como uma amizade pode ser forte.

É um livro muito leve, que pode ser lido em questão de horas... Mas eu não me responsabilizo por desidratação, ok? A escrita de Gayle Forman é ótima, direta e muito dinâmica, não me deixando cansada de ler o livro hora nenhuma.

Vi algumas pessoas reclamando do livro, dizendo que estavam frustradas, mas não posso concordar com nenhuma delas. Acho que a história é diferente, a forma que foi contada também, quando nos propomos a ler um livro assim, devemos ter a mente aberta ao que vier, não querer que aquilo que achamos que vai acontecer, seja o que está escrito lá.
Então, se você ama uma boa história sobre família, amor, amizade e, principalmente, fé em si mesmo, Se eu ficar é o livro ideal para você. Além do mais, quem se importa em chorar um pouquinho?


Aproveite e assista ao trailer do filme abaixo. Já assistiu? Assista de novo, é lindo! <3

28 de setembro de 2014

Recomeçando aos pouquinhos...



O mundo muda, nossa vida muda e, principalmente, nós mudamos. Eu mudei muito desde que comecei o Julgue pela Capa e hoje não me vejo mais a mesma que aquela garota de sei lá quantos anos atrás (não sou de contar), que queria ver como era ser uma blogueira literária. Hoje já tive as experiências e percebo que nem tudo é uma maravilha como era prometido. As parcerias ocupam tempo, os posts com tempo certo muito mais, e eu já não tenho mais tanto tempo assim. Abri mão disso tudo há cerca de um ano (as parcerias se foram mais lentamente), em busca de mais liberdade, de voltar a ler o que quisesse, sem pressão, sem precisar ler correndo em uma semana, pra ter resenha.

Posso dizer que foi ótimo, foi sim. Sem pressões, sem desespero, sem estante ficando mais lotada a cada mês e, muitas vezes, com livros que não me interessavam tanto. Pude ler tudo o que queria (e ainda falta tanto!), demorei com os livros chatos e abandonei tantos outros que não me convenciam de primeira. Me senti a mesma leitora que era quando nova, lendo por querer e só por isso, sem obrigações. Lendo por amor.
Com o tempo tudo foi se repetindo, a vontade de ser uma blogueira de novo, de compartilhar minhas opiniões sobre um livro e de sorrir com os comentários que vinham depois. Até mesmo de fazer promoções senti saudade! Senti falta do carinho que recebia e dos tantos amigos que fiz, mas que por só falar pelo blog, quando parei de escrever com freqüência, perdi contato.

Então resolvi que era hora de voltar. Ainda tenho inúmeros trabalhos pra fazer, e o fim da minha faculdade ta chegando, o que pode causar um outro hiato no blog, mas é isso o que eu quero agora. Então, marcando minha volta, resolvi mudar tudo, zerar a cara do blog. Não está incrível, mas foi todo feito por mim, com todo o amor que eu sinto por essa página. O carinho é impossível de descrever, acho que só quem tem um blog entende que eles se tornam parte de nós depois de um tempo.

Eu não vou prometer ser freqüente, gravar vídeos, postar sempre resenhas e posts divertidos. Prometo só que eu aviso se tiver que sumir de novo, dessa vez tratarei tudo com mais cuidado. Obrigada a você que leu até aqui, que veio ao blog porque já conhecia ou por algum recado que eu deixei. Obrigada, obrigada, obrigada! São as pessoas que lêem isso aqui que mantém esse carinho indescritível que eu sinto!

Beijos

26 de julho de 2014

Bookcast #3

Oooooolá, blog!
No mês de julho, sai o nosso 3º Bookcast! Para quem ainda não sabe o que é, é um projeto entre eu, Gabi, Caíque e Gabriel, onde falamos sobre notícias do mundo literário, cinematógrafico, nerd, etc em um vídeo cheio de zoeiras feitas pelo nosso editor ;).

Esse vídeo tá longo mas ó, tá valendo a pena, viu?! Espero que gostem e não se esqueçam de dar um joinha lá no youtube que ajuda a beça, tá? <3 Falamos de Alasca, do John Green, de Silo, das Bienais, FLIP e muito mais! Clique e confira!



Os links das informações que passamos são esses:

- Artigo da Rita Skeeter traduzido: 
http://bit.ly/traducaoartigoharrypotter 

- Links dos teasers de A Esperança - Parte 1 
Teaser 1   https://www.youtube.com/watch?v=66VBs9HMp6E
Teaser 2  https://www.youtube.com/watch?v=vy0Km7SyBQQ

- Informações sobre a Bienal de São Paulo: 
http://www.bienaldolivrosp.com.br/ 

- Informações sobre a FLIP: 
http://www.flip.org.br/ingressos2014.php


Não se esqueçam de deixar sua dica, sugestão, notícia que queira saber, o que for, para o próximo, ok? :)

Beijos!

15 de julho de 2014

Resenha - O Jogador nº1

Sinto que essa resenha não será tão difícil de escrever quanto as outras de livros que gostei tanto quanto esse, afinal, recomendei tanto e descrevi a história tantas vezes que agora só preciso organizar um pouquinho a idéia para passar para você, pessoa fofa e interessada no que eu ainda escrevo! =)

Para começar, estamos em 2044, nosso mundo não está indo muito bem, a pobreza se agravou bastante e, desde então, o mundo evoluiu muito quanto à tecnologia, inclusive os videogames. Aí que entra OASIS, um super game de realidade virtual, onde o usuário utiliza visores e luvas para estar imerso no mundo criado por um senhor chamado Halliday. Tudo acontece dentro do OASIS: Escolas, compras, as pessoas vivem lá dentro, desligando-se apenas para comer, dormir, enfim, necessidades humanas.

Quando Halliday morreu, deixou um vídeo para os usuários do OASIS, iniciando uma grande caçada: A caçada ao Easter-Egg. Halliday era viciado na década de 80 e decidiu deixar para a pessoa que encontrasse o “ovo” escondido dentro do OASIS toda a sua fortuna no mundo real

Então conhecemos Wade Watts, um garoto muito pobre que mora com uma tia viciada e seu novo namorado. Wade fica ainda mais imerso que os outros no OASIS, para fugir da triste vida que tem com eles, e começa logo a história nos dizendo que conseguiu vencer a caçada e que nos contará tudo. Daí a história começa, mostrando um pouco de tudo desse mundo todo futurístico que só vemos em filmes sendo vivido por eles dentro de uma realidade virtual.

Parzival, o avatar de Wade, se torna uma celebridade do dia para a noite, quando aparece no placar tendo descoberto a primeira pista do Ovo. Todos estão atrás dele o tempo todo, querem saber quem ele é e, principalmente, como ele conseguiu tal façanha. Logo também conhecemos os amigos de Parzival, que vão conseguindo seguir as pistas junto com ele... E essas pessoas merecem uma história a parte, pois são personagens maravilhosos!


As referências ao mundo nerd, a coisas dos anos 80 estão por toda a parte! É um livro para deixar os fãs e nerds com os olhos grudados nas páginas e aqueles que, como eu, não entendem muiiiito sobre as referências, fiquem loucos atrás de explicações e pesquisando o tempo todo! Surpreendentemente, O Jogador nº1 se tornou fácil um dos meus livros favoritos por me surpreender tanto! Recomendo para todos!

Beijos,

6 de julho de 2014

Bookcast #2

Olá, olá!
Agora sim tenho uma vida semi-normal e, acredito que depois de amanhã -pra dá um tempo de vocês verem esse post, haha- começo a postar decentemente no blog novamente! *-* Para quem curtiu o primeiro, aqui vai o segundo Bookcast! E, para quem não curtiu, dá uma segunda chance, porque tá bem melhor ;)


Comentem, curtam, deem likes, o que quiserem! <3 Mas, por favor, deixe sua opinião sobre o vídeo, pois é por causa dela que estamos melhorando aos pouquinhos! ;)

Beijos,





P.S.: Eu estou voltando. mwahahaha!

29 de maio de 2014

Bookcast #1

"Que blogueira mais cara de pau! Fica MESES sem postar e volta pedindo favor, volta pedindo pra ver isso e aquilo, mimimi." 

Sim amigos, sim. Mas tudo tem uma boa causa! Como alguns sabem, eu, Gabi e Caíque formamos um trio e tanto já há algum tempo e sempre quisemos ter um projeto dos três juntos, mas ninguém quer abrir mãos do próprio filho -leia-se, blog- e então, acabamos com a ideia do Bookcast! Um vídeo com várias notícias literárias atuais -e nem tão atuais- que dão pano pra manga, que dá pra conversar e fazer vocês rirem um pouco ;).

Esse é nosso primeiro vídeo, as notícias já estão boas (modéstia a parte) e conseguimos ainda um editor-escravo pra fazer tudo pra gente (leia-se, meu namorado. Ele também tem blog! Clica aqui, ó.). Então está tudo muito bonitinho e divertido, acreditem em mim! Vocês estão vendo o início do futuro do jornal das 21h ;) ~risos~

Vou parar de embromar e deixar logo vocês com nossa bagunça literária gostosa. 

Bem vindos ao primeiro Bookcast!



Vocês gostaram? Acharam legal? Acharam divertido? Acharam uma droga e querem jogar um tomate virtual na gente? COMENTE AQUI, e lá também! Não se esqueça de dar um like para dar aquela moral para os vlogueiros iniciantes ;)

E, caso se interesse, eu vou voltar daqui há um tempo, só estou organizando minha vida de universitária em fim de faculdade! hahahah .

Beijos,

8 de abril de 2014

Bla bla bla #3 - O tal Dia do Jornalista


Ontem foi o dia do jornalista. Dia esse em que vi inúmeros professores demonstrando seu amor pela profissão, vários colegas da faculdade compartilhando imagens e falando sobre como aquele vinha sendo seu sonho e estava perto de se realizar. Parei pra pensar. Meu sonho nunca foi esse.

Não me entenda mal, mas eu nunca sonhei em ser jornalista. Nunca olhei pra TV e me vi ali, nunca roí as unhas aguardando o dia de ver meu nome assinando uma matéria no jornal e, muito menos, nunca quis que meus pais gravassem minha voz no rádio. Meu sonho sempre esteve bem longe disso, talvez fosse o sonho americano da casa bonitinha, com jardim e 2 filhos e um marido. Talvez não.

Eu só sei que nunca quis ser jornalista e caí nessa profissão no meio de um jogo de prós e contras com duas amigas sobre qual profissão seguir, algumas semanas antes de fazer a inscrição para a UERJ. Daí aconteceu. Jornalismo. Depois de várias redações com notas boas, depois de ser sempre “a bem informada”, de ser “a garota que gosta de ler e escreve textos bons” –segundo as pessoas!-... Como eu nunca tinha visto isso?

A ideia foi tomando forma na minha cabeça. Meu pai achou que tinha tudo mesmo a ver comigo, minha mãe começou a sonhar em me ver na TV, as pessoas começaram a dizer que iam me ver na bancada do Jornal Nacional. Era engraçado. E, no fim do ano, não passei para nenhuma. Tentei no ano seguinte, de novo, me dedicando só aquilo. Passei! Perdi a data. Chorei para a coordenadora, meu pai também. Nada feito. Silêncio no carro, muitas lágrimas e frustrações.

Minha mãe sugeriu a faculdade particular, meu pai não gostou, eu aceitei. Entrei com certo preconceito, com a ideia de que não sairia devidamente formada como jornalista de lá. De que – o que agora era meu sonho – não seria tão fiel ao que eu queria enquanto imaginava. Hoje, eu estou realizando um sonho.

Está quase no fim. 7º período, muitos trabalhos, dores de cabeça constantes e uma quantidade de risadas infinitas, essas que muitas vezes se misturaram ao choro da incerteza. Porque não basta você entrar, lá dentro, as dúvidas só aumentam. As teorias da Comunicação, o Marketing, a História da comunicação. Tudo te faz pensar: “Eu não fui feita para isso!” Estatística então? Por favor, eu sou de Humanas!

Mas cada vez que ponho os pés nas escadinhas da faculdade me sinto bem. Cada dia me sinto mais próxima a um sonho que será realizado e também mais insegura quanto ao que vem depois, com medo do futuro e extremamente ansiosa para desvendá-lo e ver que ainda tem algo mais a frente, que me dará ainda mais medo e ansiedade.

Eu ainda não sei se estarei na bancada do JN, se vou ter uma matéria de capa ou se vou escrever o horóscopo do dia, talvez eu seja a vozinha divertida do rádio que vai te acordar, porque estarei na redação desde as 5h, preparando tudo pra você! Talvez eu esteja do lado do artista badalado ou do jogador de futebol, dizendo tudo que ele pode falar e o que não pode, talvez você me xingue no futuro pela minha opinião contrária. Talvez eu esteja em uma pequena empresa em Curitiba, gerenciando a parte de comunicação.

Mas... Talvez... Eu esteja servindo café na minha própria cafeteria charmosa, estilo anos 20 ou 50, com prateleiras e prateleiras de livros... Afinal, este era meu sonho desde o início.